terça-feira, 5 de abril de 2011
Cuidar do planeta é um gesto de amor. Toda a criação: florestas, flores, céus, estrelas e mares é obra de um Deus cheio de amor. Ele preparou um lindo ambiente para o ser humano. A terra foi dada ao homem como um presente. Tudo o que Deus criou foi confiado a nós como herança. Toda a beleza existente no planeta é manifestação do amor Deus por nós, que somos a obra-prima da criação.
Como presente de Deus, as belezas naturais precisam ser cuidadas, amadas e compartilhá-las. Quem não cuida da criação, despreza o que Deus nos preparou com carinho. Cuidar da natureza e compartilhá-la são únicas formam de não cairmos no egoísmo que nos leva a desperdiçar e menosprezar o dom da criação. Os bens naturais não foram dados somente às pessoas ricas em nosso planeta. Mas são destinanados a todos, por isso o cuidado é responsabilidade de todos.
O egoísmo no trato com a natureza pode nos render um futuro de duras consequências a todos. As mudanças no clima são frutos de tantos anos de egoísmo e descuido dos homens com um maravilhoso presente recebido por Deus.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Campanha da Fraternidade 2011
Os últimos 20 anos de loucura no mundo e no planeta Terra estão cobrando seu preço. Basta citar a tragédia no início do ano no Rio de Janeiro, os alagamentos crescentes em São Paulo capital, a tragédia em São Lourenço, Rio Grande do Sul, o tsunami e o terremoto no Japão com a desestabilização das usinas nucleares. Milhares de desabrigados, mortes, prejuízos materiais, dor, tristeza, sofrimento. E dúvidas e perguntas sobre o futuro do planeta e da humanidade. Parece que os terremotos e a água começaram a entrar nas nossas casas e mentes. Todo dia e o dia todo, na televisão, jornais, internet, nas casas, escolas, ambiente de trabalho, a preocupação cresce. É preciso, porém, olhar mais longe e fundo, ir às causas e à raiz dos problemas e acontecimentos, para poder ver futuro e esperança. É o que faz a Campanha da Fraternidade/2011 [da Igreja Católica], com o tema “Fraternidade e a vida no planeta” e o lema “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22).
O texto-base da Campanha da Fraternidade alerta para “a vida e suas dores no contexto do aquecimento global”. Em “da ética e do egotismo à ética do cuidado”, reflete: “A publicação do 4º relatório do IPCC contribuiu para a tomada de consciência de que o atual aquecimento global e as mudanças climáticas em curso não são apenas ‘um desastre natural, foram causados por homens’, ao desenvolverem um sistema econômico que agride a vida no e do planeta, e ‘já sacrificou muitas vidas, espécies e ecossistemas. O caminho tende à catástrofe planetária, e podemos ir ao encontro do destino dos dinossauros’. Dessa maneira, a atual crise ecológica coloca os propositores e mantenedores deste sistema em xeque. Trata-se de um sistema que exilou a ética da responsabilidade e do cuidado do âmbito de várias dimensões da vida, e fez que a estruturação e justificação de tudo que constitui o arcabouço de civilização atual tenha como âncora o imperativo do lucro e coloque as ciências e a própria vida a seu serviço.”
Os recentes acontecimentos alertaram todos, todas e o mundo. Há urgência de ações, em nível micro e macro, individuais e coletivas, governos e sociedade. O objetivo geral da Campanha da Fraternidade é: “Contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”. E lembra São Francisco: “Resgatar São Francisco neste contexto de nossas relações com as criaturas da natureza significa valorizar suas atitudes. Primeiramente, a pobreza, que neste santo significou a não posse, reverteu-se em redenção para as criaturas, e lhe possibilitou pelo olhar contemplativo alcançar o que eram realmente, a ponto de as chamar de irmãs e irmãos. A razão é simples. Em última análise, este olhar purificado de poder e lucro revela que as criaturas são dom de Deus e também portam sinais do Criador.”
O tempo chegou, e é urgente. É como a criança que, depois de nove meses, não pode mais esperar para ver a luz do sol e partilhar a alegria de viver. As dores da mãe são muitas e fortes. Mas a esperança no ventre é maior que qualquer sofrimento. É preciso nascer, é preciso dar à luz. Assim como ele ou ela enfeitam a manhã e a vida do pai e da mãe, dão-lhe novo sentido, fazem crescer a partilha e o amor, um novo projeto de desenvolvimento, um novo modelo de sociedade, baseados numa economia solidária e em valores diferentes dos valores do capitalismo neoliberal, são necessários, imprescindíveis. Não há mais como esperar, diz a Campanha da Fraternidade. É preciso engajamento, vontade política, mobilização social, conscientização para construir o amanhã baseado no bem viver e na solidariedade. Senão as tragédias continuarão caindo sobre nossas cabeças, tirando vidas, ameaçando a humanidade e destruindo o futuro.
As dores de parto não permitem mais esperar e adiar uma nova vida que teima em nascer.
domingo, 3 de abril de 2011
Quaresma, Tempo de Conversão!
Estamos no tempo mais precioso e profundo, espiritualmente falando, da nossa vida e do ano litúrgico. A Quaresma é o tempo de renovar a nossa vida e a entrega de Deus. É um despertar novo e radical para o Evangelho. É o tempo de nos aproximar de Jesus tornando-o cada vez mais presente e vivo no nosso meio. Jesus é quem abriu o caminho para o céu para todos.
Na Semana Santa vivemos os dias mais importantes para nós, cristãos: paixão, morte e ressureição de Jesus Cristo. É o amor de Deus que se manifesta de uma forma heróica e única. A cruz para Jesus não é a penitência, mas é a força do amor que enfrenta tudo. Por isso, na cruz, não devemos ver algo que amarra Jesus, mas algo que mostra seu império e sua força. A cruz tem que ser vista sempre assim: como uma manifestação de amor. E, na Eucaristia, Jesus nos deixa este memorial, esta graça de renovar continuamente o dom precioso Dele conosco.
Neste Cristo que sofre eu vejo um Cristo que nos ama sem limites. Dá para sentir o coração explodir, mas Jesus está aí... Olhando e dizendo que tudo isso é para você. No sábado, santo Jesus vive e, no coração da Mãe, encontra seu verdadeiro tesouro. Na fé de Maria, Jesus dorme, descansa. Então chega a Páscoa "Aleluia! Ele ressucitou, está vivo!". Jesus derroutou a morte. A ressurreição Dele é a nossa ressurreição, pois como encontramos na Bíblia: "Quem vive e crê em Mim nunca mais há de morrer". Jesus está vivo e esta presença é permanente na sua vida.
Hoje somos felizes porque vivemos na graça e na certeza de sermos filhos e filhas amados do Pai. E esta alegria, que vem do coração de Maria, queremos repartir com todos os nossos irmãos. É esta a nossa missão: levar o amor, a alegria e a fortaleza que vem do Ressucitado.
Assinar:
Postagens (Atom)


